O JOGO DO PREDADOR : Filme é uma caça impiedosa de um psicopata na floresta - Por Marcos Souza

'O Jogo do Predador', apesar de alguns clichês, tem ótimos momentos, uma reviravolta imprevisível e excelentes sequências de ação

O JOGO DO PREDADOR : Filme é uma caça impiedosa de um psicopata na floresta - Por Marcos Souza

Foto: Divulgação

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Já está disponível no catálogo do serviço de streaming da Netflix o filme “O Jogo do Predador” (Apex/2026), escrito por Jeremy Robbins, dirigido por Baltasar Kormákur, com uma ótima dupla de atores: Charlize Theron (que fez Furiosa no filme “Mad Max: Estrada da Fúria”), como a protagonista Sasha, e Taron Egerton (que fez Elton John na cinebio-grafia do músico e cantor), como o antagonista Ben, que vão viver uma caça de gato e rato no meio de uma floresta na Austrália. E não é nenhum spoiler: o trailer e o material de divulgação já mostram esse embate em um ambiente selva-gem e desconhecido, principalmente para a personagem de Theron, que vai sofrer horrores em meio a sequências de ação em que a natureza tanto pode ajudar quanto atrapalhar.
 
É um belo filme de ação, bem acima da média dos padrões dos filmes produzidos ou lançados pela Netflix, que geral-mente são descartes para preenchimento de catálogo.
 
Desde que foi lançado na semana passada, o filme tem feito um estrago na concorrência de outros streamings, pois, de acordo com o relatório de monitoramento do The Wrap, ele já entrou disparado em primeiro lugar entre os filmes de língua inglesa mais assistidos e, do seu lançamento até domingo, já tinha somado 38,2 milhões de visualizações.
 
Mas o que diferencia “O Jogo do Predador” de outros filmes que seguem a mesma pegada de ação, em que uma mulher passa grandes perigos ao ser perseguida e literalmente caçada por um desconhecido? Além do belíssimo cenário nas selvas da Austrália, há o uso pontual de CGI sem exageros de tela verde , casando elementos do cenário natural, como corredeiras, cachoeiras, cavernas e trilhas em paredes de escalada, com as cenas de ação, bem construídas e das quais a atriz Charlize participou efetivamente em muitas.
 
Sasha é uma mulher dinâmica e viciada em colocar os seus limites à prova. Após viver um momento tenso e traumático numa escalada a uma montanha gelada com o marido, ela vai embarcar numa aventura pela natureza selvagem numa região inóspita australiana, isso para apagar um trauma. Uma vez no local, ela percebe que estranhos caçadores da regi-ão tentam pressioná-la a se intimidar; porém, ela é alertada por um típico morador da região, acostumado à pesca e à caça, Ben, de que deve ter muito cuidado.
 
Uma vez no escritório da polícia, onde vai tirar licença para poder acampar na área da selva, descobre que o local é referência de inúmeras pessoas famílias inteiras desaparecidas e recebe um aviso do policial encarregado para ter muito cuidado.
 
Quando ela parte para a selva, após passar uma noite, descobre que o seu acampamento foi violado, inclusive com a retirada de objetos que lhe pertencem. Caminhando pela floresta, à beira de um rio, ela encontra Ben, que, após uma breve conversa, se mostra estranho e faz a proposta perigosa de transformá-la em sua presa, ou seja, ele vai caçá-la.
 
 

 
Tem, assim, início uma caçada espetacular e cheia de percalços entre os dois. É o que basta contar, pois, no decorrer desse processo, uma série de situações perigosas leva Sasha a enfrentar uma brutal perseguição que vai exigir todo o seu preparo físico, habilidade e sagacidade diante de armadilhas.
 
O diretor tem a proposta de dar realismo a algumas cenas, até mesmo na persona do antagonista, que tem arroubos de loucura como um serial killer. Mas vale ressaltar que o roteirista, Jeremy Robbins, na divulgação do filme, disse que o personagem tem ecos e referências de psicopatas conhecidos em casos reais, entre eles Robert Hansen, um doido que conseguia atrair suas vítimas para um determinado local abandonado, soltava-as e depois as caçava. 
 
É fácil verificar uma semelhança visual com o clássico “Amargo Pesadelo” (Deliverance/1972), filmaço que mostra o conflito de homens da cidade que resolvem caçar e viver uma aventura numa selva com corredeiras e acabam entrando em um conflito violento com caipiras da região.
 
“O Jogo do Predador”, apesar de alguns clichês, tem ótimos momentos, uma reviravolta imprevisível e excelentes se-quências de ação.
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