O cenário era formado por grandes eventos geológicos que ajudaram a construir parte da estrutura do continente sul-americano
Foto: Reprodução
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A paisagem amazônica conhecida hoje, marcada por rios, florestas e relevos desgastados pelo tempo, guarda uma história muito mais antiga e surpreendente. No sul do Cráton Amazônico, no Pará, rochas revelam marcas de um período em que a região era dominada por intensa atividade vulcânica.
Há cerca de 1,9 bilhão de anos, uma sequência de vulcões entrava em atividade, lançando lava, cinzas e fragmentos de rochas em um ambiente completamente diferente da Amazônia atual. O cenário era formado por grandes eventos geológicos que ajudaram a construir parte da estrutura do continente sul-americano.
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Com bilhões de anos de erosão e transformações naturais, os vulcões desapareceram da paisagem. O que restou não são crateras ou montanhas vulcânicas, mas registros preservados nas rochas e formas arredondadas do relevo, que funcionam como marcas de um passado distante.
Para os pesquisadores, esses vestígios têm grande valor científico porque registros vulcânicos dessa idade são raros no planeta. Eles ajudam a entender a formação da Amazônia e também etapas importantes da evolução da própria Terra.
Hoje, onde existem florestas e rios, as rochas revelam uma história diferente: a de uma Amazônia que já teve fogo, lava e grandes vulcões muito antes do surgimento da paisagem conhecida atualmente.
Fonte: Revista Pesquisa FAPESP.
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