DE ONDE VEM AS ARMAS: EUA lideram origem dos fuzis apreendidos com facções criminosas no Brasil

Os dados mostram que cerca de 60% dos armamentos de longo alcance apreendidos no país foram fabricados em território norte-americano

DE ONDE VEM AS ARMAS: EUA lideram origem dos fuzis apreendidos com facções criminosas no Brasil

Foto: Divulgação/PMERJ

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Os Estados Unidos são a principal origem dos fuzis apreendidos pelas forças de segurança no Brasil, segundo levantamento divulgado pela página Análise Geopol. Os dados mostram que cerca de 60% dos armamentos de longo alcance apreendidos no país foram fabricados em território norte-americano.

O levantamento revela que os EUA aparecem isolados na liderança entre os países de origem das armas encontradas com organizações criminosas, facções e traficantes. Em seguida aparecem Alemanha (7,5%), Áustria (6,0%), República Tcheca (4,5%) e Israel (3,5%). Outros países somam aproximadamente 18,5% dos armamentos identificados.

Apesar da predominância da fabricação norte-americana, especialistas em segurança pública ressaltam que isso não significa que as armas sejam vendidas diretamente pelos Estados Unidos às facções brasileiras. Grande parte desse arsenal chega ao país por meio de rotas internacionais de tráfico, passando por fronteiras terrestres, países vizinhos e redes criminosas especializadas em contrabando.

 

O elevado número de armas fabricadas nos EUA é explicado, em parte, pelo tamanho da indústria bélica norte-americana, uma das maiores do mundo, e pela ampla circulação desses armamentos no mercado internacional.

 

As facções criminosas brasileiras utilizam principalmente fuzis de alto poder de fogo para disputas territoriais, proteção de áreas dominadas pelo tráfico e confrontos com forças de segurança. Entre os modelos mais encontrados estão versões dos fuzis AR-15 e M4, amplamente produzidos por fabricantes norte-americanos.

O tráfico internacional de armas continua sendo um dos principais desafios das autoridades brasileiras. Investigações da Polícia Federal e de órgãos de inteligência apontam que grande parte dos armamentos entra no país por fronteiras extensas e de difícil fiscalização, especialmente nas regiões Norte, Centro-Oeste e Sul.

 

Os dados reforçam a preocupação das autoridades com a necessidade de ampliar a cooperação internacional para rastrear a origem das armas e combater as redes criminosas responsáveis pelo abastecimento das facções que atuam no Brasil.

Direito ao esquecimento
Guincho Sul - 13/06/2026 09:58
Tá faltando a Rússia aí.
Guincho Sul - 13/06/2026 09:58
quem disse que o vagabundo do Lula tá preocupado com isso.

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