A redução de 14,2% no preço do querosene de aviação (QAV), anunciada pela Petrobras nesta segunda-feira (1º), traz alívio para o setor aéreo e pode ajudar a evitar novos aumentos nas tarifas de passagens, especialmente em estados como Rondônia, onde voar continua sendo uma das opções de transporte mais caras do país.
O reajuste representa uma queda de R$ 0,93 por litro do combustível, que responde por cerca de 45% dos custos operacionais das companhias aéreas, segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear).
A redução interrompe uma sequência de três altas consecutivas registradas nos últimos meses. Em abril, por exemplo, o preço do QAV chegou a subir 55%, pressionado pelos reflexos do conflito no Oriente Médio e pelas oscilações do mercado internacional do petróleo.
Embora a queda não signifique redução imediata no valor das passagens, ela diminui a pressão sobre os custos das empresas aéreas e reduz o risco de novos reajustes tarifários. O efeito é particularmente relevante para Rondônia, onde moradores frequentemente enfrentam preços elevados para viagens aéreas devido à menor oferta de voos e à distância dos grandes centros do país.
A Petrobras também informou que manterá a possibilidade de parcelamento da compra do combustível pelas distribuidoras em até seis parcelas mensais, medida que ajuda a aliviar o fluxo de caixa das empresas do setor.
Além da redução promovida pela estatal, o governo federal prorrogou por mais dois meses a desoneração do PIS/Cofins sobre o querosene de aviação, ampliando os esforços para conter os custos operacionais das companhias aéreas.
Para passageiros de Rondônia, a medida representa uma notícia positiva. Ainda que não garanta passagens mais baratas no curto prazo, a redução do combustível ajuda a frear novas altas e contribui para maior estabilidade nos preços das viagens aéreas.