A medida tem caráter provisório e tem como objetivo garantir a continuidade administrativa e a estabilidade institucional
Foto: Divulgação
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O governo venezuelano anunciou neste domingo (4) uma mudança temporária no comando do país após a captura do ex-presidente Nicolás Maduro. Em pronunciamento transmitido pela televisão estatal, o ministro da Defesa, Vladimir Padrino, leu um comunicado informando que o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) decidiu que a vice-presidente Delcy Rodríguez deverá assumir a chefia do Executivo por um período de 90 dias.
Segundo o texto, a medida tem caráter provisório e tem como objetivo garantir a continuidade administrativa e a estabilidade institucional enquanto as autoridades analisam os desdobramentos políticos e jurídicos da queda de Maduro. O TSJ argumentou que a decisão está amparada na Constituição e busca “preservar a ordem pública e o funcionamento dos poderes”.
Rodríguez, figura próxima ao chavismo e aliada histórica de Maduro, passa a enfrentar o desafio de conduzir um país em meio a forte pressão interna e externa. A economia continua fragilizada, a população convive com incertezas e a comunidade internacional acompanha de perto os desdobramentos.
A transição ocorre em um momento de tensão diplomática, após a prisão de Maduro e declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicando que espera mudanças profundas no comando venezuelano. Analistas avaliam que o período de 90 dias servirá como teste para o novo arranjo político e poderá determinar os próximos passos do processo de poder em Caracas.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a vice-presidente venezuelana Delcy Rodríguez poderá pagar um preço mais alto que o líder capturado Nicolás Maduro 'se ela não fizer o que deve'. A declaração foi dada em entrevista à revista The Atlantic.
O Brasil reconhece Delcy Rodríguez, vice-presidente da Venezuela, como a atual comandante do país, após os Estados Unidos capturarem o ditador venezuelano Nicolás Maduro. A informação foi confirmada pela ministra interina das Relações Exteriores, Maria Laura da Rocha.
O governo brasileiro também defendeu uma reunião extraordinária da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC), que será realizada para tratar do ataque dos EUA contra a Venezuela e do sequestro ilegal do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores.
A ministra interina das Relações Exteriores do Brasil, Maria Laura da Rocha, declarou que “ está sendo convocada uma reunião ministerial da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC), da qual participarão todos os países da região, domingo, horário local de Brasília”.
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