Nesta semana, foi sancionada a criação da Alada, a empresa pública aeroespacial vinculada à NAV Brasil e ao Ministério da Defesa. A missão? Desenvolver e comercializar lançamentos de foguetes e satélites, aproveitando a localização estratégica do Centro de Lançamento de Alcântara, uma das bases mais eficientes do mundo por estar próxima ao Equador.
A importância dessa iniciativa é para alcançar autonomia tecnológica, reduzindo nossa dependência de fornecedores estrangeiros e protegendo patentes nacionais. Outra relevância é atrair investimento privado e transformar Alcântara em um polo global de lançamentos, com potencial de gerar bilhões de dólares em contratos para satélites pequenos e médios. Ainda, ampliar a infraestrutura espacial nacional, fortalecendo a Defesa, a agricultura, a internet via satélite, meteorologia e reconhecimento remoto.
Desafios no horizonte
A Alada começa com investimento limitado e ainda precisa conquistar credibilidade técnica e governança eficiente. A infraestrutura em Alcântara ainda requer investimentos bilionários, estradas, portos e suporte logístico para ser competitiva com espaços globais.
A Alada pode ser um divisor de águas para o Programa Espacial Brasileiro integrando ciência, soberania e economia em um único projeto. Se bem executada, pode colocar o Brasil entre os grandes similares à Índia e China.