Marco Rúbio pode compor time de transição de Flávio - Por Carlos Henrique Angelo

Bandeiraço, terras raras, tarifaço e Pix. Agora a seleção

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Que ninguém se anime: ainda não é o fundo do poço! É definitivamente surreal a carta de agradecimento endereçada a Flávio Bolsonaro pelo secretário de Estado do governo americano, Marco Rúbio. Ele confirma o absurdo e testemunha a autoria. Pela promessa de convidar, caso eleito, uma comissão dos Estados Unidos para compor a equipe de transição do novo governo. É ilegal, mas no Brasil sempre dá-se um jeito. 
 
Foi uma tacada criativa no esforço para colocar o Brasil no lugar de destaque que Flávio imagina merecer na vassalagem de Donald Trump.
 
Nem a ex vice presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez – aquela que entregou a cabeça de Maduro e todo o petróleo venezuelano ao controle dos EUA em troca da presidência. Nem Javier Milei, até então imbatível no quesito. Ninguém tinha pensado nisso (aplausos). Superou até a gigantesca bandeira americana exibida na manifestação em SP.
 
Se você é crédulo como o são as bancadas do PL no Congresso – e quase integralmente a de Rondônia - então pode estar pensando que agora acabou. Acabou? Duvido!!! Pense bem: a seleção brasileira pode enfrentar os Estados Unidos na Copa do Mundo.
 
A possibilidade existe nas fases eliminatórias (mata-mata), dependendo do chaveamento e dos resultados de ambas as equipes no torneio. 
 
É isso mesmo! Algum gênio poderá sugerir que a seleção brasileira facilite as coisas para nossos brothers da matriz. Afinal, eles nunca ganharam uma copa do mundo, enquanto o Brasil tem um monte delas. Donald Trump vai ficar muito feliz. E é claro que vai aceitar! Não aceitou a medalha do Nobel oferecida por Maria Corina? É até coisa pouca para quem se apossou do troféu original da Copa do Mundo de Clubes da FIFA e obrigou o Chelsea, campeão do torneio, a levantar uma réplica na cerimônia de premiação, não? Então?
 
Gente de coragem não falta na camarilha, corja, pandilha ou qualquer outro nome que se possa dar à facção bolsonarista. É imperioso lembrar que Eduardo Bolsonaro já ofereceu as terras raras brasileiras e até mesmo colocou o Pix na mesa de negociações com os Estados Unidos.
 
Entregar o jogo para a seleção  americana é só mais um “lance” na campanha. Que ninguém se iluda: o presidente-ditador da Fifa, Gianni Infantino, amigaço de Trump, toparia na hora!!! Pois não?
Direito ao esquecimento

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