CRIME ORGANIZADO: O crime organizado avança na região de Porto Velho e na fronteira com a Bolívia

Nos garimpos ilegais as facções, além de dominar o comercio do ouro, também exploram a prostituição e a venda de drogas

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Tarefas urgentes

 

Pode-se imaginar por que as cidades de Nova York (EUA), Londres (Inglaterra) e Paris (França) atraem tantos turistas, já que todas elas possuem atrativos excelentes. A Amazônia também possui atrativos excelentes, mas está longe de atrair tantos visitantes quanto essas cidades. Pode-se atribuir a dificuldade da Amazônia para atrair mais turistas aos problemas sociais e às deficiências infraestruturais e essa vinculação não estará errada, mas as grandes cidades do mundo também apresentam problemas sociais e deficiências diversas. O furo está no crime.

 

Tem-se uma ideia mais clara dessa comparação quando se sabe que o índice de criminalidade em Nova York, Londres e Paris é reduzido em relação a outras grandes cidades de cada país. A maioria do noticiário sobre as três não é de crimes ou tragédias. Nelas, as pessoas tendem a se concentrar mais nas novidades e belezas que em crimes. Na Amazônia, entretanto, o peso do crime na base do noticiário é amplo e assustador.

 

Se Nova York é de imediato associada ao complexo bancário de Wall Street, setor também dominante em Londres e Paris, a Amazônia, lá fora, é associada à sua simples menção ao crime organizado e aos conflitos pela posse da terra. Nesse caso, a regularização fundiária e o combate ao crime organizado são lições de casa das quais não se pode fugir se existe a pretensão de apresentar a Amazônia como item excelente de atração turística.

 

 

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Segundo turno

 

Se de um lado o presidente Lula tem adotado medidas eleitoreiras visando mais uma reeleição, seu adversário, o senador Flávio Bolsonaro tem emitido promessas difíceis de serem concretizadas. São os casos de compromissos recentes como da população receber os medicamentos da farmácia popular criada pelos petistas em casa e do sistema único de Saúde - SUS trabalhar com a eficiência e padrão de primeiro mundo do Hospital Albert Einstein. E ainda tem o anuncio da criação do Ministério da Prosperidade, uma ideia inspirada nas sacadas da igreja Universal e Mundial para arrebanhar adeptos. É coisa de louco!

 

 

Com favoritismo

 

Escoltado pela onda conservadora que varreu o País no primeiro turno, elegendo um Congresso a direita, o senador Flavio Bolsonaro vai à eleição do segundo turno dia 25 com amplo favoritismo. Mas como a necessidade faz o sapo pular, o PT e partidos aliados se mobilizaram e foram as ruas no final de semana. Em Porto Velho um expressivo movimento foi às ruas para ativar a campanha eleitoral governista com a liderança da deputada estadual Fátima Cleide e da liderança emergente Luciana Oliveira A militância de esquerda se animou com a grande concentração realizada em São Paulo e o ambiente petista agora é de otimismo com relação a uma reviravolta nas urnas.

 

 

Pedra cantada

 

 O ex-prefeito de Ji-Paraná Jesualdo Pires já tinha cantado a pedra bem antes das eleições, pois como   ele alertava, o lançamento de um exagerado número de candidatos à Câmara dos Deputados na chamada capital da BR ameaçava a representatividade na região na casa de leis com a pulverização do eleitorado. Dito e feito, foi o que ocorreu e Ji-Paraná não conseguiu eleger nenhum deputado federal neste pleito. Isto resulta na perda de recursos para o município oriundos das emendas parlamentares, na representatividade necessária para a cobrança de verbas nas Esplanadas dos Ministérios, etc.

 

 

Polos regionais

 

Os três principais polos regionais do estado, Porto Velho, Ji-Paraná e Vilhena estão representados no Senado, cada um deles com um senador. Porto Velho com o deputado federal eleito senador, Fernando Máximo. No caso de Ji-Paraná o pecuarista Bruno Scheidt e Vilhena já contava com o empresário Jaime Bagatolli. Dos oito deputados federais eleitos por Rondônia, Porto Velho ficou com a fatia do leão, cinco parlamentares, os reeleitos Coronel Chrisostomo, Mauricio Carvalho e Cristiane Lopes, mais Sofia Andrade e Jaime Gazola. Mesmo com dois terços do eleitorado, o interior do estado só garantiu três parlamentares: os reeleitos Lúcio Mosquini (Ouro Preto), Thiago Flores (Ariquemes) e a recém-eleita Joliane Fúria (Cacoal).

 

 

Crime organizado

 

O crime organizado avança na região de Porto Velho e na fronteira com a Bolívia, seja com o tráfico de drogas, de armas, contrabando de cigarros, ou nos garimpos ilegais onde os rios e igarapés estão infestados pela contaminação pelo mercúrio, metal utilizado no refino do ouro. Nos garimpos ilegais as facções, além de dominar o comercio do ouro, também exploram a prostituição e a venda de drogas. Nos municípios contam com representantes importantes para influenciar em licitações dos contratos de lixo, na compra de medicamentos sempre superfaturados nas áreas de saúde, educação e obras.

 

 

Afastamento

 

Por falar na eleição presidencial, ficou bem claro que o presidente Lula afastou da sua campanha sua esposa Janja que só lhe causava encrencas, desgastes e dissabores. O petista busca numa correção de rumos, com um novo marqueteiro, uma reviravolta nas eleições, priorizando em aumentar sua diferença favorável obtida na região Nordeste, ampliar a participação dos professores, estudantes, artistas populares, negros e pardos, GBLST e, naturalmente a classe trabalhadora. Na sua campanha. Mas vai precisar de uma varinha mágica para reverter a situação em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, onde a onda conservadora foi muito forte.

 

 

Via Direta

 

 *** Os endividamentos das famílias e das empresas em todo o País atingem a economia em todos os municípios brasileiros e é um problema ainda de distante solução. Já tivemos três perdões das dívidas e a coisa segue cada vez pior *** O ex-presidente da Assembleia Legislativa Marcelo Cruz (Porto Velho) e o atual Alex Redano (Ariquemes) tiveram dificuldades nos seus projetos de reeleição *** Muitos outros ex-presidentes não conseguiram sequer se eleger novamente como foi o caso de Hermínio Coelho em duas tentativas seguidas***Seja quem for eleito presidente do Brasil a onda da direita vai mandar no País nos próximos anos pois foi amplamente vitoriosa na Câmara e no Senado.

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