EFEITO MANADA: Tão comum em Rondônia, as viradas para o governo estadual ainda não apareceram

Mas estas mudanças geralmente ocorrem nos últimos dias de campanha, difíceis de serem captadas pelas sondagens eleitorais

Receba todas as notícias gratuitamente no WhatsApp do Rondoniaovivo.com.​

  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
0 pessoas reagiram a isso.

O poder nacional

 

Ambicionar a Presidência da República já foi a maior aspiração de qualquer líder político brasileiro. O presidente nomeava milhares de amigos e parentes, era chefe de partido, de governo e de Estado e tomava decisões. O verbo está no passado porque hoje o presidente só nomeia: se é chefe de partido, não é seu partido que realmente governa, aplicando um programa. Nomeia muito, mas nem sempre por sua vontade, refém de arranjos para não perder o poder. Já não toma as decisões que deseja, mas as que o Centrão permite, por meio de suas bases no Congresso.

 

Na atualidade, o presidente pode falar o que quer, mas não fazer o que pretende. Lula é um tigre na campanha eleitoral, gritando slogans partidários, soberanos e nacionalistas, mas nos bastidores do governo é um gatinho ansioso para escapar das chineladas do presidente gringo Donald Trump. As palavras não correspondem a ação. Mas não é culpa dele, que não tem saída: qualquer outro em seu lugar faria o mesmo – um mar de nomeações de amigos, mas decisões apenas as autorizadas pelo Centrão.

 

É balela, nesse caso, que trocando o presidente o país vai mudar. A política seguirá balizada pelo Centrão e a economia ditada pela conjuntura mundial, com a Amazônia no pacote. Eleger o presidente, pois, não significa mais conceder o poder nacional a uma pessoa. O poder nacional está nas mãos dos deputados e senadores, mas nem todos. Só os ligados ao Centrão.

 

 

= = = = = =

 

 

Dois turnos

 

A poucos dias da eleição de outubro, projeta-se um pleito em dois turnos, com o senador Marcos Rogério (PL-RO) na ponteira e os candidatos, o ex-prefeito de Cacoal Adailton Fúria (PSD) e o ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves brigando ombro a ombro pela segunda vaga a próxima etapa da eleição. Mesmo com o jovem candidato do MDB Pedro Abib roubando muitos votos de Hildon Chaves na capital, a previsão é de uma grande vitória de Hildão em Porto Velho e deve obter uma boa diferença em cima de Rogério e Fúria na região metropolitana. Também se constatou um avanço de Adailton Fúria na Bacia Leiteira, onde tem apoio do poderoso Grupo Gonçalves.

 

 

Fazendo as contas

 

Os candidatos fazem as contas nesta reta final. O senador Marcos Rogerio, com apoio da família Bolsonaro quer ampliar a vantagem em redutos bolsonaristas, como Ariquemes e o Vale do Jamari e Vilhena e Cone Sul rondoniense, regiões tradicionalmente conservadoras. Sendo bem-sucedido neste movimento, Rogério e sua equipe acreditam que será possível definir a eleição ainda no primeiro turno. Do lado de Adailton Fúria, se espera que ocupe a segunda vaga ao segundo turno, alinhado aquela encenação que se afastou do governador Marcos Rocha. Também projeta chegada no segundo turno o ex-prefeito da capital Hildon Chaves. Pesquisa atual dá conta Hildon no segundo turno graças a um resultado expressivo na capital.

 

 

Efeito manada

 

Tão frequente em Rondônia, as grandes viradas nas eleições ao governo estadual – com direito a efeito manada – ainda não deram sinal nas pesquisas. Mas estas mudanças geralmente ocorrem nos últimos dias de campanha, difíceis de serem captadas pelas sondagens eleitorais. A grande verdade é que é muito difícil de detectar se nesta temporada teremos grandes reviravoltas. No momento se considera impossível alguém roubar a ponteira do senador bolsonarista Marcos Rogerio. Também não será zebra Hildão ou Fúria chegar ao segundo turno. Zebras mais possíveis? O professor universitário Pedro Abib (MDB), seria uma possível zebra.

 

 

Duas vagas

 

Na corrida ao Senado, com duas cadeiras disponíveis para a renovação, quatro candidatos chegam na reta final com chances de garantir presença no Congresso Nacional. São eles Fernando Máximo e Mariana Carvalho, com domicilio eleitoral na capital, e o ex-senador Acir Gurgacz e a atual deputada federal Silvia Cristina, com redutos na região central. É uma disputa empolgante e opino que da capital sairá com um senador (a) e da BR um outro (a). Mas é claro que não se descarta nada, até duas mulheres pela primeira vez chegando ao Senado, o que seria uma enorme reviravolta nas urnas rondonienses cujos eleitores são considerados conservadores.

 

 

Muitas surpresas

 

As grandes surpresas da temporada virão das eleições a Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados. Os parlamentos rondonienses, instalados na ALE e na bancada federal, estão saindo muito desgastados dos atuais mandatos, falhando miseravelmente nas ações de fiscalizações ao poder executivo. Nossos deputados federais e senadores dormiram de touca na questão do pedagiamento na BR 364, na briga pela redução dos preços das tarifas aéreas e pouco ajudaram com suas emendas parlamentares os governos estadual e municipais. Falando francamente, os deputados federais e estaduais só pensaram mesmo no próprio umbigo.

 

 

Via Direta

 

*** Depois de um período de turbulências  causado pelo divisionismo do partido o MDB fechou em torno da candidatura de Pedro Abib ao governo do estado *** Em carta aberta, o ex-ministro Amir Lando convocou a militância do partido para cerrar fileiras em torno do projeto emedebista *** Sabe-se que outras lideranças também estão se preparando para entrar em ação na busca de uma nova reviravolta do MDB, com  a participação do ex-governador Valdir Raupp, da ex-deputada federal Marinha Raupp e do ex-prefeito Tomás Correia *** É a candidatura de Abib encorpando nesta reta final d campanha.

Direito ao esquecimento

MAIS COLUNAS

Por Editoria

CLASSIFICADOS veja mais

EMPREGOS

PUBLICAÇÕES LEGAIS

DESTAQUES EMPRESARIAIS

EVENTOS

Instale o app do Rondoniaovivo.com Acesse mais rápido o site