Três obras-primas de Sérgio Leone - por Humberto Oliveira

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O cineasta italiano Sergio Leone legou para a história do cinema filmes que se tornaram clássicos. "Três Homens em Conflito", que encerra a Trilogia dos Dólares iniciada por "Por um Punhado de Dólares" e "Por Uns Dólares a Mais", protagonizados por Clint Eastwood; a ópera western "Era Uma Vez no Oeste", com Henry Fonda, Charles Bronson, Jason Robards e Claudia Cardinale e "Era uma vez na América, a obra-prima testamento do cineasta estrelada por Robert De Niro e James Woods, um épico sobre amizade, mafiosos judeus, traição e violência.
 
Os três longas são marcados pela frutífera parceria do diretor com o maestro e compositor Ennio Morricone. 
 
Lançados em DVDs duplos trazem ótimo material extra de "Três Homens em Conflito" e "Era Uma Vez no Oeste", principalmente este último, com entrevistas de fãs, amigos, parceiros do cineasta, críticos e historiadores, dentre eles John Carpenter, John Milius, Clint Eastwood, Eli Wallach, Henry Fonda, Alex Cox, Claudia Cardinale e Gabriele Ferzetti. O de "Era uma vez na América", traz apenas um breve documentário. 
 
 
Era Uma Vez no Oeste
 
 
O longa sempre será historicamente significativo para a história do cinema, transcendental para o western spaghetti e para a indústria como um marco de produção. Cinematograficamente perfeito, Sergio Leone encarna os elementos que fizeram de John Ford uma lenda, como seu preciso enquadramento e profundidade de campo em ambientes fechados aliados à técnica de planos fechados extremos - principal assinatura de Leone - pelos quais o público é sugado através dos olhos e emoções de cada personagem. Ennio Morricone, habitual colaborador do diretor, escreveu motivos harmônicos para cada um dos principais personagens da história.
 
Esta obra faz a transição do clássico cinema de velho oeste americano, caracterizado pelas disputas territoriais e a relação dos homens e suas famílias com suas terras, a disputa entre mocinhos, foras da lei e índios; para a visão do faroeste do italiano Sergio Leone e o western spaghetti. 
 
Estabelece vínculo com o futuro, com a era moderna e a tecnologia que já batiam à porta. Já no título, a obra evoca que além de uma fábula, a história que se segue é um olhar, que não chega a prestar qualquer tributo ou homenagem para aquela época onde armas e dinheiro faziam a lei.
 
 
Três Homens em Conflito
 
 
Terceiro filme da Trilogia dos Dólares, "Três Homens em conflito" como muitos filmes do gênero western, explora largamente o uso de arquétipos muito bem definidos e o figurino de Carlo Simi busca destacá-los.
 
Este é clássico do western e, como a maior parte dos filmes do gênero, tece sua trama em torno de elementos específicos que se repetem. Embora a moralidade dos personagens possa ser questionada, não é raro ver mocinhos e vilões serem identificados de forma simples e direta através da cor de seus chapéus. Aqui não se foge a essa diretriz, mas vemos certas alterações e desenvolvimentos, especialmente de Blondie. 
 
Leone gosta de closes e por isso detalhes das vestimentas são sempre trazidos para perto do espectador. Apesar de não ter uma grande variedade de roupas apresentadas, trata-se de um filme com estética icônica e trajes competentes na construção dos arquétipos que os vestem.
 
 
Era Uma Vez na América
 
 
Considerada a obra-prima testamentária de Sergio Leone, "Era Uma Vez na América", de 1984 é o último filme do diretor. Abandonando o western, Leone mergulha no submundo do crime organizado de Nova York para contar a saga de Noodles, vivido por Robert De Niro, e Max, por James Woods.
 
A narrativa não-linear atravessa três períodos — anos 1920, 1933 e 1968 — explorando amizade, traição, amor, perda e a corrosão do tempo sobre a memória e o sonho americano. Filmado com a obsessão visual característica de Leone, cada frame é pensado como uma pintura, com uso magistral de silêncio e tempo dilatado. A trilha de Ennio Morricone é central: melancólica e assombrosa, com o tema de Deborah se tornando um dos mais icônicos do cinema. 
 
Mutilado no lançamento nos Estados Unidos com uma versão cronológica de 139 minutos, o filme só foi reconhecido em sua grandeza na montagem original de 229 minutos restaurada em 2012. É um épico sobre gangsters que, no fundo, é um lamento sobre o paraíso perdido da juventude.
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