Este negócio de juntar no mesmo balaio políticos encrenqueiros e antagônicos acaba mesmo é num despenhadeiro nas urnas
Foto: Divulgação
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O presidente americano Donald Trump diariamente deixa o mundo com a respiração suspensa. Sonha com o Prêmio Nobel da Paz ao mesmo tempo em que só planeja guerras e usa tarifas como armas de chantagem. Pode parecer engraçado à primeira vista, mas o Brasil encontrou um jeito de evitar que alguma superpotência comandada por um louco sedento de guerra venha com o grosso de suas tropas e ocupe a Amazônia e outras regiões estratégicas dotadas de reservas importantes de terras raras.
Entregando já, antes que alguém se aposse, ao determinar imediatamente autorizações para a exploração desses produtos tão importantes para o desenvolvimento tecnológico mundial, o Brasil ao mesmo tempo apressa a obtenção de rendimento com elas e reafirma a soberania nacional. Pode-se criticar o governo brasileiro sob vários aspectos, menos quanto à diplomacia, bem ajustada aos interesses econômicos nacionais.
Antes que os EUA, a China, Rússia ou Europa movimentem peões no tabuleiro em busca de colocar o Brasil em sinuca, o país, em raro gesto de antecipação, vencendo a história de atraso e tergiversação que permeiam a história do país, põe as cartas na mesa e não deixa margem a ambições e maluquices invasoras. É uma estratégia esperta e esclarecida. Nunca se deve desprezar a loucura dos grandes, como dizia Shakespeare, mas para as doideiras atuais parece que o Brasil conseguiu se vacinar.
Num possível maior plano cebolinha de todos os tempos, e tendo os petistas como “patos”, foi recomendado pelas instancias paternas do ex-deputado federal Expedito Neto sua filiação aos quadros do Partido dos Trabalhadores para disputar o governo de Rondônia. Com Expedito Pai permanecendo no PSD e sua porção bolsonarista respaldando a candidatura de Adailton Fúria, prefeito de Cacoal, ao Palácio Rio Madeira, os Expeditos estão com um pé no lulapeismo e outro no bolsonarismo. A coisa não está dando certo, pois existe rebeldia de uma porção petista e a articulação está gerando desgastes a postulação de Adailton Fúria, até então considerada de ponteira. Mas o plano segue com a intenção de colar mais adiante.
Rondônia é pródiga em planos cebolinhas que acabaram estourando nas urnas. Lembro que num deles, o então prefeito de Porto Velho Carlinhos Camurça se uniu ao desafeto Mauro Nazif para elegê-lo prefeito de Porto Velho. As bases rejeitaram a aliança e Nazif tubulou gloriosamente nas urnas. Só conseguir se recuperar anos depois para se eleger alcaide da capital rondoniense e sem Camurça como aliado. Num outro plano cebolinha, foram unidos os desafetos Ivo Cassol e Camurça no mesmo balaio. O tratado era a eleição de Camurça a presidência da Assembleia Legislativa apoiado por Ivo, mas Carlinhos não conseguiu nem se eleger a estadual para sequência do planejamento estabelecido.
Este negócio de juntar no mesmo balaio políticos encrenqueiros e antagônicos acaba mesmo é num despenhadeiro nas urnas. Foi o quer ocorreu nas eleições de 1994, na aliança “Rondônia com Fé”, cantada em prosa e verso, e sendo como grande favorito para aquele pleito o ex-prefeito de Porto Velho Francisco Chiquilito Erse, que acabou tombando vítima dos desentendimentos na base de sua sustentação, com uma penca de partidos. Chico começou liderando a peleja, mas ainda no primeiro turno o adversário Valdir Raupp equilibrou a coisa e no segundo turno teve uma vitória retumbante. É um histórico de derrotas de favoritos em Rondônia que é coisa de arrepiar. Juntar Fidelis com Amorim ajudou a dar um estouro na boiada.
Com a confirmação da pré-candidatura ao governo de Rondônia do Coronel Braguim, pelo Partido Novo, podemos chegar a 10 candidatos ao Palácio Rio Madeira, sede do governo de Rondônia e se a aliança MDB/PDT também lançar candidatos, como é bem provável nos próximos dias. Será um novo recorde de postulações desde a primeira eleição ao então Palácio Presidente Vargas, antiga sede estadual, nas eleições de 1986, quando foi eleito nosso primeiro governador pelo voto direto, o goiano Jeronimo Garcia de Santana, um ex-guerrilheiro do MR-8 que saiu corrido de Goiás pela ditadura para o antigo território federal.
Quem acompanha as eleições em Rondônia é testemunha de grandes guinadas ideológicas na política. Vejam que da eleição de um vermelhinho em 1986, pulamos para a eleição de um ex-afilhado do autoritário coronel Jorge Teixeira, o deputado Oswaldo Piana Filho, bem a direita. De Piana, na eleição de 1994, um nome de centro-esquerda, Valdir Raupp de Matos, sucedido por um nome a direita, José Bianco. Anos depois a centro esquerda voltaria – depois da eleição e reeleição de Cassol bem direitista – com o governador Confúcio Moura, de centro-esquerda, também reeleito. Na sua sucessão, nova guinada a direita com o militar Marcos Rocha, também reeleito, nosso atual mandatário. Qual será a tendência para 2026? Marcos Rogério (PL) da extrema direita abre a corrida sucessória 2026 como favorito.
*** O pré-candidato ao CPA dos tucanos Hildon Chaves articula as chapas do seu parido a Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa. Pergunta-se se a sua esposa, a deputada estadual Ieda Chaves, no União Brasil vai se transferir para o seu PSDB? *** Para dar uma demonstração de força ao candidato do PSD ao governo estadual Adailton Fúria, Expedito Pai vai fazer uma grande concentração nos próximos dias reunindo todos candidatos da sua base aliada *** Enquanto isto, Expedito Filho candidato escalado pelo pai ao governo pelo PT, vai liderar a caravana petista com reuniões pelo interior do estado *** É bem possível que as caravanas de pai e filho se encontrem pelo interior - para se confraternizar.
* O resultado da enquete não tem caráter científico, é apenas uma pesquisa de opinião pública!