John Pinkston Correia Doneda, de 31 anos, era motociclista, trabalhador e pai de um bebê de apenas quatro meses quando sua vida mudou completamente após um acidente de trânsito em Porto Velho. O caso aconteceu no dia 14 de julho de 2026, no cruzamento da Avenida Tiradentes com a Avenida Jorge Teixeira.
Segundo o relato de John e informações reunidas pela família, ele trafegava de motocicleta quando a caminhonete que seguia à sua frente teria realizado uma mudança brusca de direção. John perdeu o equilíbrio, caiu e foi parar embaixo do veículo, sendo posteriormente atropelado.
A dinâmica do acidente, segundo a família, também foi registrada por câmeras e consta no laudo do acidente, que aponta a mudança de trajetória da caminhonete, a aproximação dos veículos, o tombamento da motocicleta, a queda de John e o posterior atropelamento.
John sobreviveu, mas sofreu graves consequências. Desde então, passou por diversas cirurgias e procedimentos e ficou paraplégico.
Meses internado e novas complicações
Desde o acidente, a rotina de John passou a ser dentro do hospital. Atualmente, ele continua internado no Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro, em Porto Velho, onde se recupera de uma grave infecção relacionada a escaras.
Além das dores e dos procedimentos médicos, ele enfrenta o desafio de se adaptar a uma nova realidade. A mudança aconteceu justamente quando começava a viver os primeiros meses da paternidade.
“Na época, meu filho tinha apenas quatro meses de vida”, relata John.
Enquanto permanece hospitalizado, ele acompanha o crescimento do filho por meio de fotografias, vídeos e visitas da família.
“Não perdi apenas o movimento das minhas pernas. Perdi meses da infância do meu filho que nunca mais voltarão”, desabafa.
Família afirma que não recebeu ajuda
De acordo com John e seus familiares, o condutor da caminhonete não teria prestado auxílio durante o período posterior ao acidente. A família afirma que não houve participação nos custos, necessidades ou despesas decorrentes da internação e da nova condição de saúde de John.
O próprio registro policial, segundo o relato apresentado pela família, informa que o condutor da caminhonete não estava mais no local quando a equipe policial chegou e, por esse motivo, não pôde ser submetido ao teste do etilômetro.
John ressalta, porém, que não pretende transformar o relato em um pedido de vingança.
“Eu não estou contando minha história para provocar ódio ou vingança. Estou contando porque um acidente de trânsito não termina quando os veículos são retirados da pista.”
Uma nova vida pela frente
Com a paraplegia e as limitações provocadas pelo acidente, John precisará adaptar a rotina e a casa para conseguir realizar atividades básicas com segurança.
A família criou uma vaquinha solidária para ajudar na aquisição de cadeira de rodas e almofada adequada, cama hospitalar, colchão para prevenção de feridas, cadeira de banho, equipamentos de higiene e transferência, além de adaptações no banheiro e na residência.
Parte dos recursos também será destinada ao transporte de John, da esposa e do filho de Porto Velho para Três Lagoas (MS), onde a família pretende oferecer suporte durante o período de adaptação.
A arrecadação também deverá auxiliar nas despesas iniciais relacionadas ao bem-estar e aos cuidados de John.
Ajude o John a recomeçar — vaquinha solidária
“Meu filho precisa de mim. E talvez seja justamente por ele que eu ainda encontre forças quando penso que não tenho mais nenhuma”, afirma.
John resume a dimensão da transformação em poucas palavras: “No dia 14 de julho, eu saí de casa andando. Eu ainda não voltei para casa.”
Agora, enquanto continua internado e em tratamento contra a infecção, ele tenta reconstruir a própria vida e voltar a exercer o papel de pai fora de um leito hospitalar.
“Eu sobrevivi. Agora estou tentando aprender a viver de novo. Meu nome é John. Tenho 31 anos. Sou pai. Estou internado desde julho. Fiquei paraplégico. E ainda estou lutando.”