SEM PÚLPITO: Rondonienses rejeitam candidatos pastores e nenhum é eleito

Mesmo com eleitorado conservador, pastores não foram opção massiva de votos

SEM PÚLPITO: Rondonienses rejeitam candidatos pastores e nenhum é eleito

Foto: Magnific

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Apesar de Rondônia ter um eleitorado majoritariamente associado a valores conservadores e à fé evangélica, nenhum dos candidatos que se apresentaram à Justiça Eleitoral como pastores conseguiu garantir uma cadeira na Câmara Federal ou na Assembleia Legislativa nas eleições de 2026.
 
Na disputa por uma vaga em Brasília, dois nomes ligados à Assembleia de Deus entraram na corrida: Sebastião Valadares e Pastor Evanildo, representantes das vertentes Madureira e Missão, respectivamente.
 
Evanildo recebeu 20.048 votos, mas ficou na suplência. Valadares também não conseguiu se eleger, encerrando a disputa com 11.180 votos.
 
Na corrida pela Assembleia Legislativa de Rondônia (ALE/RO), seis pastores disputaram uma cadeira.
 
O melhor desempenho foi o de Pastor Ivanildo Santos (Republicanos), que recebeu 6.113 votos. Entre os demais candidatos que se identificaram como pastores, nenhum ultrapassou a marca de mil votos.
 
O resultado evidencia que a identificação religiosa, por si só, não garante sucesso eleitoral.
 
Mesmo em um estado de perfil conservador, a preferência dos eleitores também passa por fatores como atuação política, propostas, estrutura de campanha e capacidade de conquistar votos para além dos próprios círculos religiosos.
 
A eleição deixa o recado para as lideranças religiosas que pretendem transformar influência espiritual em representação parlamentar de que a fé pode fazer parte da identidade do eleitor, mas não significa, necessariamente, apoio automático a candidatos que buscam converter o púlpito em votos.
Direito ao esquecimento
Onilson Costa - 09/10/2026 10:27
O eleitor rondoniense a cada eleição demonstra saber separar as coisas. Não mistura a fé com a política, somente quem não enxerga, ainda insiste na busca dos incautos, os quais a cada dia, ficam mais ativos quanto ao quesito "eleição". É bom aprender com os resultados e não misturar a fé cristã com urnas eletrônicas. (não funciona, pega a visão pastores).

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