A suspensão de atendimentos terceirizados teria ocorrido após determinação formal da Secretaria de Estado da Saúde
Foto: Divulgação
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Pacientes do Hospital Regional de Cacoal e do Hospital de Urgência e Emergência Regional (Heuro) enfrentam dias de angústia com a suspensão de cirurgias e atendimentos ambulatoriais devido à falta de anestesia. Segundo denúncias, a situação já dura mais de 24 dias, sem previsão de normalização.
Relatos de pacientes e servidores apontam que o problema começou após a empresa terceirizada responsável pelos serviços de anestesia encerrar as atividades, deixando as unidades sem condições de realizar procedimentos cirúrgicos. A paralisação atinge cirurgias eletivas, atendimentos ambulatoriais e procedimentos especializados, agravando o impacto sobre a rede pública de saúde na região.
Com a interrupção dos serviços em Cacoal, pacientes estão sendo transferidos para Porto Velho e para hospitais terceirizados em outras localidades. As remoções elevam os custos para o Estado e impõem mais sofrimento a pessoas já debilitadas, além de sobrecarregar outras unidades de saúde.
Informações apuradas indicam que a suspensão de atendimentos terceirizados teria ocorrido após determinação formal da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), atribuída ao secretário coronel Jeferson Rocha, por meio de ofício que alcança diversas áreas especializadas.
Há ainda relatos de que empresas terceirizadas não recebem pagamentos desde setembro de 2025, inclusive prestadores de serviços essenciais. A inadimplência estaria provocando o encerramento de contratos e prejuízos, com reflexos diretos no atendimento à população.
O problema de suspensão de serviços terceirizados já ocorreu também em unidades de saúde do governo estadual em guajará-Mirim e Porto Velho, o que eleva a preocupação sobre a eficiência da gestão Sesau.
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A posição da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) foi a publicação de vídeo em suas redes sociais de um paciente dando depoimento de cirurgia realizada, sem abordar as denúncias de suspensão de terceirizados por falta de pagamentos e a transferências de pacientes para outras unidades de saúde.
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