Cresce a pressão para que órgãos de controle atuem de forma imediata para averiguar as denúncias
Foto: Maicon Lemes/Ascom Seduc
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O concurso público da Secretaria de Estado da Educação de Rondônia (SEDUC/RO) está no centro de duas graves denúncias que levantam questionamentos sobre legalidade, transparência e respeito às políticas de inclusão. As suspeitas envolvem quanto o conteúdo dos editais, que estariam violando a Lei Estadual de Cotas.
Outro caso que chama a atenção do controle externo é um contrato de quisição de material didático para o Enem. A licitação que estava em andamento foi interrompida para a aquisição sem concorrência através de Ata de Registro de Preços.
No Processo nº 0029.016410/2025-11, instaurado em 20 de março de 2025, a contratação da empresa teria ocorrido por adesão a Ata de Registro de Preços (ARP), sem a realização de licitação. Segundo denúncia pública, a mudança teria sido feita de forma abrupta e sem ampla publicidade, sem a apresentação clara de justificativa técnica e econômica, o que pode afrontar o art. 37 da Constituição Federal e a Lei nº 14.133/2021. O caso levanta dúvidas sobre a observância do art. 75 da Lei de Licitações e eventual prática de atos que, em tese, podem configurar improbidade administrativa.
Esse processo trata da aquisição de material didático para o Enem, conhecido por Revisa Mais, fornecido pela empresa Véritas. A licitação já estava andando, porém interromperam para fazer a adesão sem nenhuma justificativa técnica, o pode caracerizar direcionamento total.
Paralelamente, uma segunda denúncia que correu nesta semana, divulgada em vídeos nas redes sociais pelo Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (CEDECA) de Rondônia, pede a suspensão imediata das inscrições do concurso. A instituição afirma que os editais, da forma como estão, fraudam a política de cotas raciais, violando a Lei Estadual de Cotas.
Segundo o CEDECA, o percentual de vagas reservadas a candidatos negros, que deveria ser de 20%, foi reduzido para cerca de 11%, em razão de um cálculo fragmentado que exclui a maioria dos municípios da contagem total de vagas. A consequência direta seria a supressão de 572 vagas que deveriam ser destinadas a candidatos negros.
Com as denúncias, cresce a pressão para que Tribunal de Contas, Ministério Público e Controladoria-Geral atuem de forma imediata dando a transparência que os casos requerem.
* O resultado da enquete não tem caráter científico, é apenas uma pesquisa de opinião pública!