Polícia Militar de Rondônia tem carência na área de atendimento social a tropa

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Foto: Divulgação

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A Polícia Militar de Rondônia tem carência na sua área de Serviço de Assistência Social para atender a tropa em todas as unidades militares existentes no Estado, esta carência é cada vez mais questionada no meio policial.
 
O tempo de formação para um policial entrar na ativa é de 11 meses. Depois dessa fase de estágio é importante um monitoramento psicossocial efetivo para que esse policial possa prestar um bom serviço.
 
Já na ativa o policial é submetido à forte estresse típico do exercício da sua profissão. O perigo de vida é constante e a carga de trabalho é extenuante. Para compensar o baixo salário, o policial submete-se, na sua maioria, a serviços-bicos de segurança, aumentando ainda a sua situação de estresse.
 
Com efetivo em torno de 8 mil homens a Polícia Militar de Rondônia tem para atender a demanda em Porto Velho um psicólogo, um assistente social e um capelão para assistência religiosa, todos são policiais militares, além de dois psicólogos civis contratados e convênio de estagio supervisionado com alunos da UNIR.
 
No interior do estado a carência é nítida apenas o 2º BPM sediado em Ji-Paraná tem um psicólogo militar para atender toda tropa diante da pressão da atividade, casos de transtorno psiquiátrico, dependência a álcool e outras drogas são comuns, mas não recebem a assistência da corporação.
 
A PM não possui clinica de desintoxicação para internamento de policiais que sofrem de problemas mentais, alcoolismo e outros os PMs recebem atendimento apenas no SEASSO.
”Difícil de acreditar que para um contingente tão especializado só possa contar com esse importante acompanhamento psicológico e social, incrivelmente deficitário do ponto de vista numérico. Os problemas sociais e de ordem psicológica que desabam no universo psicossocial de um policial militar é muito grande e complexo. É, sem sombra de dúvidas, que a Psicologia e o Serviço Social, são fundamentais para melhorias no atendimento de uma instituição que é submetida a uma carga de estresse extenuante como é a do policial. Não disponibilizar esses serviços, de maneira efetiva, à PM de Rondônia é desassistir essa vital Corporação”, disse um policial que não quis se identificar temendo represália.
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