GRIPE SUÍNA - Agevisa esclarece primeira suspeita do mal em RO e transtorno no vôo que veio de Brasília
Foto: Divulgação
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Comissão da Agevisa responsável pelo monitoramento do vírus em Rondônia.
Na manhã desta terça-feira (05) técnicos da Agevisa (Agência Estadual de Vigilância Sanitária) informaram a reportagem do Rondoniaovivo.com sobre toda a operação que mobilizou técnicos do Estado e do Município de vigilância sanitária em relação a um caso suspeito envolvendo uma moradora de Porto Velho (RO). De acordo com o chefe do departamento de epidemiologia da Agevisa, Marcos Ferreira, a falta de comunicação dos técnicos da Anvisa de Brasília resultou em um transtorno para os 143 passageiros dos 145 que estavam no vôo 3570 da TAM, pois a tripulação só ficou sabendo que a criança (de colo), acompanhada da mãe, Viliane da Silva de Aguiar, de 24 anos, estava sob suspeita de estar com o vírus H1N1 (gripe suína), quando faltavam apenas 15 minutos para desembarcarem no Aeroporto Internacional Governador Jorge Teixeira.

Via rádio, Marcos Ferreira, perguntou para comissária de bordo se a criança estava usando máscara protetora, em seguida a aeromoça informou que não e quem estava usando era a mãe da criança. A partir dessa informação os demais passageiros começaram a usar máscara protetora, mas muitos estavam inconformados por saber tardiamente que ficaram um tempo de exposição, e ainda mais pela falta de comunicação dos técnicos da Anvisa do Distrito Federal, tanto é que nem os funcionários da empresa aérea sabiam da suspeita de vírus na criança.
Vale ressaltar que ainda em Brasília mãe e filha já haviam sido abordadas por técnicos da Anvisa e feitos os exames necessários, exigidos para caso de suspeita de gripe suína, para, posteriormente, serem encaminhadas à Porto Velho, onde técnicos da Agevisa já aguardavam.
A técnica da Agevisa, Mirlene Moraes de Souza, disse que os 143 passageiros receberam um informativo, onde solicitava que os mesmos preenchessem uma ficha de notificação, pois, estes também serão monitorados, mas somente no prazo de 10 dias, tempo estimado para informar se a suspeita do vírus em algum dos passageiros. Mirlene Souza, ressalta ainda que qualquer suspeita do H1N1 que os moradores liguem para os telefones (069) 9979-0892 ou (069) 3216-6610, pois o comissão responsavel por este caso está de plantão para atender onde quer que seja a ocorrência.
Esclareça as suas dúvidas sobre a doença:
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1. O que é gripe suína e como é transmitida? É uma doença respiratória aguda altamente contagiosa e que normalmente acomete porcos. Porém, recentemente, o vírus que provoca a gripe suína sofreu mutações e, com isso, ela passou a ser transmitida de pessoa para pessoa. Assim como a gripe comum, a influenza suína é transmitida, principalmente, por meio de tosse, espirro e de secreções respiratórias de pessoas infectadas. |
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2. Há caso de gripe suína no Brasil? Até o momento, não há evidências da circulação do vírus da influenza suína em humanos no Brasil. |
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3. Quais os sintomas da doença? Pessoas procedentes do México e de áreas afetadas dos Estados Unidos e do Canadá, nos últimos dez dias, devem ficar em alerta para os principais sintomas: febre alta repentina (superior a 38º graus centígrados), acompanhada de tosse e/ou dores de cabeça, musculares e nas articulações. |
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4. O que o passageiro de vôos internacionais deve fazer se apresentar sintomas? Ele deve procurar a unidade de saúde mais próxima. Se ainda estiver no aeroporto, deve se dirigir ao posto da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O passageiro não deve tomar medicamentos sem indicação médica. |
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5. Quais as recomendações do Ministério da Saúde para os passageiros de vôos internacionais? Para quem vai viajar a áreas afetadas: Os passageiros devem ficar atentos também às medidas preventivas recomendadas pelas autoridades nacionais das áreas afetadas. Para quem está voltando de áreas afetadas, nos últimos dez dias, e que apresente febre alta repentina, superior a 38º graus centígrados, acompanhada de tosse e/ou dores de cabeça, musculares e nas articulações: |
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6.Quais as medidas que estão sendo tomadas nos aeroportos? Todas as Secretarias de Saúde estaduais foram acionadas para intensificar o processo de monitoramento e detecção oportuna de casos suspeitos de doenças respiratórias agudas. O Ministério da Saúde e as Secretarias de Saúde dispõem de um plano de preparação para enfrentamento de pandemia, que estabelece as diretrizes e as ações dos governos para enfrentar essas emergências de saúde pública. Durante o vôo, todos os passageiros que desembarcam no Brasil devem preencher, obrigatoriamente, a Declaração de Bagagem Acompanhada (DBA), documento a ser retido pela Anvisa e que é fonte de informações para eventual busca de contatos se for detectado caso suspeito na mesma aeronave. Segundo o ministério, todas as providências estão sendo adotadas para que as tripulações das aeronaves orientem os passageiros, ainda durante o vôo, sobre sinais e sintomas da gripe suína. Adicionalmente, a tripulação pedirá que passageiros com esses sintomas se identifiquem. Ao desembarcar, as pessoas procedentes das áreas afetadas, receberão folder educativo com informações, em português, inglês e espanhol, sobre os sinais e sintomas, medidas de proteção e higiene e orientações para procurar assistência médica. Como medida complementar, a Infraero veiculará, nesses aeroportos, informe sonoro. |
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7. Há uma vacina que possa proteger a população humana contra essa doença? Não existe vacina contra esse novo subtipo de vírus de influenza suína. |
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8. Há tratamento para a doença? Sim. Será indicado pelo profissional de saúde após a confirmação do diagnóstico laboratorial. Não é indicado tomar medicamento sem indicação médica. |
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9. É seguro comer carne de porco e produtos derivados? Sim. Segundo o Ministério da Agricultura, não há registro de transmissão da gripe suína para pessoas por meio da ingestão de carne de porco. O vírus causador da doença suína não resiste a altas temperaturas (70ºC). |
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10. Quais os sites internacionais que podem ser consultador para se obter mais informações sobre a doença? Organização Mundial da Saúde (em inglês) - http://www.who.int/csr/disease/swineflu/en/index.html |
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