BRUNO SCHEID: Candidato aciona Justiça Eleitoral contra áudio atribuído a ele

Candidato ao Senado nega ter pronunciado as palavras atribuídas a ele, apresenta indícios de manipulação por inteligência artificial e pede retirada urgente das publicações

BRUNO SCHEID: Candidato aciona Justiça Eleitoral contra áudio atribuído a ele

Foto: Reprodução

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O candidato ao Senado Bruno Scheid acionou o Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO) nesta quinta-feira (1º) para pedir a retirada imediata de um áudio que denuncia como falso e a identificação dos responsáveis por sua produção e divulgação.
 
Bruno nega categoricamente ter pronunciado as palavras atribuídas a ele e sustenta que a gravação foi criada ou manipulada por inteligência artificial para atingir sua candidatura às vésperas da eleição.
 
O conteúdo começou a circular na noite de quarta-feira (30), a quatro dias do primeiro turno. Na representação, a defesa pede que as publicações sejam removidas em até duas horas após determinação judicial e que sejam preservados os dados necessários para rastrear a origem do arquivo.
 
A cobrança vai além de tirar o material das redes. Bruno quer identificar quem produziu a gravação, quem a repassou e como ela chegou às páginas e aos grupos de WhatsApp.
 
A ação foi apresentada contra os responsáveis pela publicação e disseminação do conteúdo, identificados na representação. A defesa pede que eles informem de quem receberam o áudio e apresentem os dados do arquivo que permitam rastrear sua origem e o caminho percorrido até a divulgação.
 
 
Testes indicam manipulação
 
Os advogados submeteram o arquivo a diferentes ferramentas de detecção de voz sintética e anexaram os resultados à representação.
 
Uma delas apontou probabilidade de 100% de conteúdo gerado por inteligência artificial.
 
Outra atribuiu à gravação uma pontuação de autenticidade de 20 em 100 e classificou a amostra como provavelmente deepfake. Um terceiro serviço apresentou o resultado “Fake”.
 
A defesa ressalta que os testes constituem indícios convergentes de falsificação e não substituem uma perícia.
 
Para esclarecer tecnicamente o caso, Bruno se colocou à disposição da Justiça Eleitoral para fornecer amostras de voz e realizar exame de comparação por perito nomeado judicialmente.
 
 
Apuração da origem e responsabilização
 
A representação pede que Meta e Google preservem informações das contas envolvidas, registros técnicos e dados de upload que possam ajudar a identificar os responsáveis.
 
O objetivo é alcançar tanto quem disseminou o conteúdo quanto quem eventualmente tenha produzido o áudio.
 
Os advogados também solicitam medidas para impedir novas republicações e o encaminhamento dos autos ao Ministério Público Eleitoral para apuração de eventuais crimes eleitorais.
 
Assinada por Richard Campanari e Luiz Felipe da Silva Andrade, a ação pede, ao final do julgamento, a confirmação da retirada do material, a proibição de sua nova divulgação durante o período eleitoral e a aplicação das sanções cabíveis aos responsáveis.
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