É inegável que manter uma alimentação equilibrada e praticar atividades físicas regularmente são fundamentais para ter uma boa longevidade. No entanto, um novo estudo sugere que há um fator ainda mais importante para a expectativa de vida que costuma ser negligenciado: uma boa noite de sono.
Pesquisadores estimam que cerca de 16% da população mundial sofre de insônia. No Brasil, o número cresce ainda mais. De acordo com estudos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), 72% dos brasileiros sofrem de doenças relacionadas ao sono, entre elas, a insônia.
Dormir poucas horas não tem como consequência apenas o cansaço do dia seguinte. Pesquisas mostram que a privação de sono está associada a doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, obesidade, depressão, ansiedade, distúrbios gastrointestinais, declínio cognitivo e demência.
“O sono desempenha um papel vital em praticamente todos os processos biológicos do nosso corpo, mas ainda assim é um comportamento que costumamos dar como certo”, afirma Andrew McHill, professor associado e diretor do Laboratório de Sono, Cronobiologia e Saúde da Oregon Health & Science University (OHSU), em entrevista ao Medical News Today.