OPINIÃO DE PRIMEIRA - Autoridades silenciam sobre fim do direito de ir e vir nas BRs – Por Sergio Pires

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Tem muita gente que não vai gostar do comentário, até porque é do tipo que defende a dura aplicação da lei para alguns, mas faz de conta que ela não existe para outros. Caminhoneiros que fecham rodovias para protestar contra o governo, por exemplo, são tratados como bandidos. Apanham, são processados, há gritos e sussurros contra eles, vindos inclusive do Ministério Público e do Judiciário. Mas quando o MST, os tais Atingidos por Barragens, todos os chamados “movimento sociais”, muitos dos quais fajutos ou até índios interrompem as mesmas BRs, aí eles têm esse direito. É por isso que não dá para se levar muitas autoridades a sério, em todos os poderes. O que estão acontecendo próximo à fronteira entre Rondônia e o Mato Grosso, é o retrato desse descaso e dessa maneira ideológica com que são tratados grupos sociais, dependendo do que eles apoiam e de que lado estão. Cerca de 500 caminhoneiros que transportam soja para o porto de Porto Velho e que vêm pelo Mato Grosso, são interceptados na BR 174, em Comodoro. Ali, só passam se pagarem um pedágio de 50 reais para ir e 50 reais para voltar, aos índios da etnia Nhambiquara. Eles se adonaram da rodovia, tirando o direito de ir e vir de motoristas não só de caminhões, mas de qualquer veículo que ali passe.

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