O seu maior desafio então será superar uma aliança dos seus adversários no segundo
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São admiráveis todos que dedicam parte de seu tempo e de sua concentração mental em defesa da Amazônia. O que leva o colombiano Wilber Honorio Muñoz a ser o mais admirável dos admiráveis é ele dedicar todo o seu tempo e toda a sua concentração nesse objetivo.
Triatleta, ele se dispôs a percorrer todo o Rio Amazonas a nado desde a nascente até Belém para chamar a atenção do mundo à necessidade de combater a poluição das águas por resíduos plásticos. O Homem Peixe, como é conhecido, relatou, após percorrer o rio por mais de 200 dias, que se impressionou positivamente com as maravilhas que a natureza proporciona ao longo do percurso, mas negativamente ao constatar que muito lixo é espalhado pelas águas do maior rio do mundo.
Em sua trajetória absolutamente única de percorrer 6 mil quilômetros a nado, Wilber, acompanhado por um barco de apoio que também registra sua atividade, além de triatleta é professor de Educação Física. Seu objetivo é mobilizar população e autoridades sobre a urgência da preservação.
O carinho com que é recebido a cada localidade alcançada é um estímulo para animá-lo a seguir até a meta final, mas será um triste resultado se no curso de todo esse esforço sua digna iniciativa não receber pelo menos apoio e divulgação. Só um espírito desumano poderia querer a destruição do Rio Amazonas.
Acompanhando sondagens eleitorais - as fajutas e não fajutas - foi possível avaliar os desafios dos principais candidatos ao governo de Rondônia nesta jornada. A primeira conclusão é que teremos eleições em dois turnos. Ninguém está em condições de emplacar mais da metade dos votos rondonienses. O senador Marcos Rogério (PL) que lidera a corrida sucessória no estado almeja ganhar a parada em turno único. Para conseguir este objetivo vai precisar virar a eleição na capital, onde está seu calcanhar de Aquiles e uma considerável rejeição do eleitorado, num ambiente onde o bolsonarismo não é tão próspero, como no interior do estado.
Outra conclusão baseada nas primeiras sondagens eleitorais é que os ex-prefeitos Hildon Chaves (União Brasil) e Adailton Fúria (PSD) vão travar uma guerra de foice no escuro para chegar a um já previsível segundo turno. No caso de Chaves, com grande vantagem na capital, vai precisar reforçar suas paliçadas no interior do estado onde estão concentrados dois terços do eleitorado rondoniense. A expectativa do ex-tucano neste momento é reduzir a diferença para o Adailton Fúria nas regiões do Café, Zona da Mata e Cone Sul rondoniense e em alguns pequenos municípios com influência do governador Marcos Rocha.
Lembrando que os candidatos adversários do líder Marcos Rogério acreditam que quem for ao segundo turno com ele leva o CPA Rio Madeira. Neste momento Hildon Chaves está mais perto desta façanha. O ex-prefeito de Cacoal Adailton Fúria (PSD) tem a desconfiança de liderar um puxadinho de Lula já que estaria em combinação com o candidato Expedito Neto (PT). Como se sabe, o ex-senador Expedito Junior patrocina as duas candidaturas e que ainda não decidiu se apoiará seu filho, ou Fúria. Padece também com a rejeição do atual governador na capital. Mas Fúria também é considerado um candidato de ponteira com a máquina governista na mão.
Entre as primeiras avaliações da campanha, neste momento, é que o candidato bolsonarista Marcos Rogério (PL) desembarca no primeiro turno na liderança com ampla vantagem. O seu maior desafio então será superar uma aliança dos seus adversários no segundo turno principalmente se o oponente será Hildon Chaves. Já se sabe, desde já que no segundo turno Rogério não terá apoio do governador Marcos Rocha e do seu grupo político, que petistas odeiam bolsonaristas, que o MDB de Confúcio Moura também ficará fora de uma parceria com o candidato bolsonarista. Então, por conseguinte é grande a possibilidade de Marcos Rogério tombar no segundo turno, já que também terá no seu pé militâncias medonhas dos partidos de esquerda.
Também já se avaliam as preferências dos candidatos no embate no segundo turno. O senador Marcos Rogerio, o grande líder das pesquisas, teria preferência num embate com o ex-prefeito de Cacoal Adailton Fúria, num clássico da roça. Isso decorre do considerável índice de rejeição do governador Marcos Rocha no estado, principalmente na capital. Neste cenário, Hildon Chaves seria um adversário mais indigesto no segundo turno para Rogério, pois não teria dificuldades em compor com outros partidos, formando uma grande frente (aliás, que é o que já está sendo conversado nos bastidores) numa grande disputa final.
Mas num estado propenso a grandes reviravoltas e de zebras espantosas na reta final, não é possível descartar as eventuais surpresas da temporada. Uma chegada ao segundo turno do candidato petista Expedito Neto, seria uma zebra de lascar, um verdadeiro terremoto num estado bolsonarista. Já, a possibilidade do candidato emedebista Pedro Abib, virar o bicho é uma possibilidade. É jovem, preparado, o MDB tem uma estrutura forte no estado, Abib não tem rejeição, o partido conta com grandes recursos do fundão eleitoral. Pedro já tem algumas listas de zebra nas costas, porque em Rondônia o cara sai do nada (Ex: Roberto Sobrinho, Hildon Chaves, Marcos Rocha) e acaba no pódio. É coisa de louco!
*** Duas lideranças emergentes em Porto Velho protagonistas nas eleições municipais de 2024, o advogado Celio Lopes e a juíza Euma Tourinho estão na peleja por cadeiras a Câmara dos Deputados nas eleições deste ano *** Ambos considerados sérios predadores contra os atuais parlamentares com mandatos *** No interior do estado os principais predadores da bancada federal são Joliane Fúria, de Cacoal e Jesualdo Pires, de Ji-Paraná *** Se conseguir sua elegibilidade, outro sério postulante à Câmara dos Deputados seria o deputado estadual Ezequiel Neiva de Carvalho, de Cerejeiras.
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