Nem toda mudança é progresso - Por Larina Rosa

O único fator que concordamos é que queremos um país mais justo para nossos filhos

Receba todas as notícias gratuitamente no WhatsApp do Rondoniaovivo.com.​

  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
3 pessoas reagiram a isso.

Estamos presenciando novamente o país dividido por causa da eleição para presidente. De quatro em quatro anos vem à sensação que estamos mais intolerantes com a opinião alheia. As notícias falsas nunca foram tão recorrentes e por conta delas seguimos com nossas divergências. O único fator que concordamos é que queremos um país mais justo para nossos filhos.

Esta penosa eleição tem nos levado ao horror dos nossos dias, pois escancara o quanto ainda precisamos melhorar e também o que já conquistamos. Às vezes parece pouco, mas é necessário saber o quão perigoso é colocar nossos direitos adquiridos em risco. Nem toda mudança é progresso.

Depois que nos tornamos mães, enxergamos o mundo de outra forma. Agora as nossas decisões refletem na vida de nossos filhos. São eles que vão conviver conosco depois das minhas e das suas escolhas erradas.

Não é querer muito viver em um país onde as pessoas se respeitam, sem rir da dor do outro. Onde o direito das crianças, mulheres e LGBTQIA+ não seja motivo de chacota. Para domingo temos que prestar atenção em quem o candidato usa como exemplo, porque isso faz parte da forma que ele quer conduzir o país.

A postura como o seu candidato se refere às mulheres importa. Algumas perguntas podem ajudar, como por exemplo: Ele garante o salário igual para homens e mulheres? Ele combate a exploração sexual de mulheres e meninas? Ele apóia a restrição do porte de armas para agressores de mulheres? Ele vota contra a ampliação da licença maternidade? Ele sinaliza que pretende mudar a Constituição?

Nessa eleição não podemos colocar em jogo os direitos das mulheres nem da democracia. O seu candidato defende o voto feminino ou só defende a feminilidade com discurso prol família para ter subordinação?  

O direito ao voto feminino foi negado às brasileiras até 1932, tendo sido conquistado a partir de um longo processo de luta das mulheres, que remonta às sufragistas. Por isso é perigosa a ideia de voto familiar, pois excluem a presença feminina dos lugares decisórios e confirmam a crença do masculino superior.

Precisamos lembrar que os direitos civis e sociais das mulheres não são permanentes ou garantidos para sempre. O alerta deve ser mantido, já que em momentos de recessões, divisão política, esses direitos costumam ser os primeiros a virarem alvo de debates ou retrocessos, às vezes até em nome de Deus.

Estamos novamente normalizando o discurso de ódio contra as mulheres, de novo voltamos a defender o óbvio. Enquanto deveríamos estar discutindo novas propostas de governo, estamos apenas tentando defender o básico dos nossos direitos.

Nessa altura do campeonato precisamos perguntar que tipo de país nossas crianças vão viver. O governo atual não é o ideal, mas ele ainda representa o mínimo de esforço pela nossa permanência nos lugares de decisão e não coloca nossos direitos adquiridos em risco. Também sou a favor da alternância de poder, pelo menos nesse governo sabemos o que esperar.

Para essa eleição convido todas a pensarem com calma, sem pressa e sem culpa sobre qual candidato votar no próximo domingo. O voto é secreto e o que fazemos com ele pode mudar o rumo do país que queremos para nossos filhos.  

Direito ao esquecimento

MAIS COLUNAS

Uva Ancellotta - Por Reinaldo Selhorst

Por Editoria

CLASSIFICADOS veja mais

EMPREGOS

PUBLICAÇÕES LEGAIS

DESTAQUES EMPRESARIAIS

EVENTOS

Instale o app do Rondoniaovivo.com Acesse mais rápido o site