Como diz na linguagem popular, vai dançar com a mais feia do baile no seu primeiro ano de administração
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O 1⁰ de abril se consagrou mundialmente como o Dia da Mentira, mas no Brasil, a cada dois anos, outubro é o mês da mentira, devido às eleições: na campanha eleitoral os candidatos dizem e prometem o que o povo quer ouvir, mas depois de eleitos não cumprem o prometido e até fazem o contrário do que juraram.
Hoje, a verdade mais incômoda é a piora do aquecimento global, que tem na degradação da Amazônia um componente. Há pouco, uma empresa americano-israelense, a Stardust Solutions, prometeu vencer esse pesadelo juntando cascas de ovo. Seriam elas a solução para esse drama, que ameaça a própria sobrevivência da humanidade, ou é mais uma lorota que se conta em período eleitoral? Aceita-se a informação como verdadeira quando se conhece a origem da proposta: é fato comprovado pela ciência que as erupções vulcânicas conseguem amenizar o clima com a distribuição de suas emissões pelos ares.
O que a Stardust propõe é criar artificialmente os materiais emitidos pelos vulcões e assim, controladamente, influir sobre o clima. As cascas de ovo, nesse caso, fornecem o carbonato de cálcio, elemento necessário para produzir artificialmente uma atmosfera similar àquela que se forma após os vulcões. Seria como um espelho devolvendo o calor ao espaço. Se algum candidato prometer, pergunte quanto vai custar todo o sistema. É caríssimo e provavelmente ele vai mentir ao declarar o valor.
Em mais uma tentativa de frear, as organizações criminosas que estão dominando os presídios brasileiros, o governo Lula lançou recentemente o Programa Nacional de Neutralização de Comunicações Ilícitas nos estabelecimentos penais. A grande verdade é que a corrupção de agentes e diretores penais e os próprios advogados dos criminosos tem tornado as penitenciárias importantes redutos do crime organizado, levando e trazendo celulares, onde verdadeiros escritórios do crime estão montados. Das celas, os detentos aplicam golpes no Brasil inteiro, mandam matar inimigos controlam o tráfico de drogas. É um festerê danado.
Eleita na onda Lula ao cargo de senadora nos anos 2000, a professora Fatima Cleide teve seguidas derrotas como candidata a governadora de Rondônia, a prefeitura de Porto Velho e a Câmara dos Deputados. Em 2026, mesmo enfrentando uma onda bolsonarista avassaladora, a ex-senadora alcançou a redenção conseguindo se eleger deputada estadual, ao lado da deputada estadual Claudia de Jesus, que foi reeleita. Com larga experiência parlamentar e com os contatos desenvolvidos em Brasília nos últimos oito anos, Fatima Cleide tem tudo para deslanchar novamente no cenário político rondoniense.
Numa cidade, como Porto Velho, onde a canibalização de candidatos a Assembleia Legislativa é enorme e deputados com domicilio eleitoral eleitos por aqui com nove mil votos tem sido raridade, constato uma boa estreia de Paulinho Moraes, mano do prefeito Leo Moraes (Podemos e filho do saudoso deputado estadual Paulo Moraes, que cumpriu boas performances como vereador e deputado estadual. Com mais de 20 mil votos, também se viu na eleição de Paulinho a capacidade do alcaide atual em transferir votos, algo raro na classe política rondoniense. Mitos como Teixeirão, Bengala e Cassol tiveram dificuldades em eleger filhos, familiares e aliados.
A onda conservadora que varreu Rondônia – e em todo Pais - no último pleito não foi surpresa para alguns políticos cascudos que souberam farejar a peia que aconteceria em nosso estado em 4 de outubro e tiraram seus times de campo. Casos do ex-governador Valdir Raupp que soube medir a temperatura da campanha e do senador Confúcio Moura –ambos do MDB - que desistiram do pleito. No caso do ex-ministro Amir Lando, ele só não concorreu porque foi sabotado dentro do próprio partido, escapando de um resultado negativo na sua carreira política. Além disto o MDB nacional abandonou seu candidato a governador que sem recursos caiu no despenhadeiro.
Ao assumir compromissos de cortar gastos em seu futuro governo em Rondônia, o atual senador Marcos Rogério (PL) vai dançar com a mais feia do baile no seu primeiro ano de administração. Vai trabalhar no primeiro ano com orçamento deficitário, mesmo com o assombroso aumento de arrecadação. Até deputados da base aliada do atual governador Marcos Rocha já alertavam a situação difícil das finanças do Centro Administrativo, algo ratificado recentemente pelo Tribunal de Contas do Estado. Para conseguir pagar o funcionalismo religiosamente em dia, o atual governo chegou a desviar recursos de obras importantes, como foi do Heuro. Manter o calendário de pagamentos em dia é outro desafio do novo govenador.
Passada a disputa pela presidência da Câmara Municipal de vereadores de Porto Velho, que entronizou na presidência o vereador Zé Paroca, compensando a derrota a uma cadeira a Assembleia Legislativa, agora as atenções se voltam para a renovação da mesa diretora da Assembleia Legislativa. As composições em andamento apontam em direção ao deputado estadual Alan Queiroz como um dos favoritos para a temporada. Mas temos outros possíveis pretendentes, como o próprio Alex Redano, atual presidente da Casa de Leis, do ex-presidente Laerte Gomes, do deputado estadual reeleito Jean de Oliveira e do novato Paulinho Moraes. Façam suas apostas.
*** As eleições seguem na vizinhança rondoniense com segundo turno. No Amazonas com o senador Omar Azis (PSD) e Maria do Carmo (PL). No Acre a governadora Mailza Assis com o senador Alan Rick (Republicanos) *** Lá no Amazonas segue a polarização nacional com Omar Azis com apoio de Lula e Maria do Carmo com as bênçãos do presidenciável Flavio Bolsonaro. No Acre as duas candidaturas ao segundo turno são conservadoras *** No embate dos vereadores de Porto Velho contra os deputados estaduais na eleição de 4 de outubro, os edis se ferraram. Nenhum vereador da capital alcançou cadeira na casa legislativ
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