Na verdade, precisamos de parlamentares mais experientes para enfrentar as raposas das outras bancadas federais da própria região amazônica
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É difícil para brasileiros entender por que os EUA, embora tenham superávit comercial com o Brasil, impõem tarifas pesadas, atrapalhando o comércio entre os dois países. Desde que a Câmara Americana de Comércio para o Brasil foi criada, em 1919, qualquer problema que existiu nas relações de negócios entre os dois países foi resolvido na lógica simples do setor. Compreendendo o contexto de paranoia e absurdos do governo Trump se entende que ele é como o menino mimado que perde no jogo de bolinhas de gude e reage pisoteando as riscas do chão.
Mais difícil é entender que os EUA estejam perdendo para o Brasil em qualquer jogo, dado o poderio da grande nação desenvolvida em cotejo com um país ainda subdesenvolvido. Há sinais, porém, de que a nação mais poderosa do mundo apresenta focos de declínio que eles podem ser identificados justamente onde o moleque mais grita quando está perdendo – e a grita de Trump se faz por tarifas, pressões e ameaças.
No caso das pisadas sobre o Brasil, que nunca ameaçou os EUA em nada, a única explicação está em recente notícia publicada na Europa segundo a qual o país sul-americano passou a ameaçar a liderança agrícola dos EUA após tarifas de Trump reduzirem vendas norte-americanas à China. Com isso, impulsionou as exportações brasileiras de soja, carnes e algodão e ampliou a vantagem do Brasil em 2026. Enfim, pura mesquinharia.
O Grupo Araújo de Supermercados, com sede em Rio Branco, que detinha três lojas da Arasuper em Porto Velho esticou o bico e transferiu seu controle acionário das suas unidades para o Grupo Nova Era de Supermercados, com matriz em Manaus. Mesmo em fase de expansão em Rondônia, os supermercados Araújo não suportaram a concorrência dos grupos rondonienses Gonçalves e Meta e mais recentemente das organizações Nova Era que dobrou sua presença em Rondônia. Pelo seu lado, o Grupo Araújo vai se dedicar a expansão em seu estado de origem, o Acre.
Numa convenção que na segunda-feira à noite unificou as forças do União Brasil com o Partido Progressista, as candidaturas do ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves, do vice Cirone Deiró e das candidatas ao Senado Mariana Carvalho e Silvia Cristina foram homologadas, numa grande festa que conta também entre outros partidos a legenda do Partido Republicanos. A aliança conta também com a presença do atual presidente da ALE Alex Redano, que é candidato a reeleição. Satisfeito com a ponteira de aprovação em Porto Velho, agora o governadorável Hildon Chaves projeta crescimento no interior para viabilizar presença num previsível segundo turno nas eleições rondonienses
Se nova reviravolta não voltar a acontecer no MDB, o ex-ministro da Previdência, o ex-senador Amir Lado será o candidato do partido ao Senado da República pelo partido que se mostra desde já rachado. Ele tinha sido preterido na primeira convenção, onde tinha sido descartado pelo senador Confúcio Moura, o grande capo da legenda emedebista que acabou desistindo do seu projeto de reeleição. Nos bastidores se fala que El Carecon pode voltar ainda a peleja e até disputar o governo do estado. De Confúcio, pode se esperar tudo, pois vira tudo de cabeça para baixo de uma hora para outra. O tempo é curto, o registro das candidaturas só vai até o próximo dia 15.
Depois de assistir e analisar várias entrevistas dos candidatos ao governo de Rondônia Expedito Neto (PT) e Pedro Abib (MDB) conclui que são os candidatos mais cabaços (inexperientes) para os debates eleitorais sobre as eleições 2026 no estado. Serão presas fáceis para o loquaz senador Marcos Rogério (PL-Ji-Paraná) e o astuto Hildon Chaves, ex-prefeito de Porto Velho. Por seu turno, Samuel Costa (PSB) se mostra bem afiado para os confrontos e sua candidatura tende a crescer no meio da esquerda, já que ele é mais Lulista que Expedito Neto, candidato do PT e que se diz de “direita”. Mesmo sendo candidato de ponta, Adailton Fúria (PSD) também não se se mostra a altura para os confrontos de ideias com Rogério e Hildão nos debates.
Ainda se pergunta nos bastidores políticos porque o ex-senador Expedito Junior (PSD), idealizador e coordenador da campanha do governadorável Adailton Fúria, não compareceu a grande convenção do partido. Também se indaga o motivo da ausência do ex-governador Ivo Cassol, que indicou o vice de Fúria, o empresário das comunicações Everton Leoni, em articulação com o atual governador Marcos Rocha. Fúria e o governador Marcos Rocha sequer citaram o nome de Expedito na convenção, se mostrando ingratos com aquele que idealizou o lançamento de Fúria ao governo do estado.
Estou convencido que a população de Rondônia vai renovar exponencialmente os quadros de legisladores da Assembleia Legislativa de Rondônia e a Câmara dos Deputados nas eleições de outubro. Existiram falhas gritantes nestas legislaturas e a população vai cobrar a falta de fiscalização dos atos do Executivo, tanto no âmbito estadual como a nível de Congresso Nacional. Na verdade, precisamos de parlamentares mais experientes para enfrentar as raposas das outras bancadas federais da própria região amazônica, onde deputados e senadores do Acre e Amazonas tem sobressaído nas ações em favor de seus estados.
*** Se antecipando a grande estiagem projetada para os efeitos do Super El Nino, o prefeito de Porto Velho Leo Moraes adotou medidas para minimizar a situação que vai se estender para toda região amazônica *** As defesas Civil do Acre e do Amazonas igualmente estão estruturadas para o enfrentamento de queimadas que provocam grandes camadas de fumaça *** O ex-prefeito de Porto Velho José Guedes comemorou 45 anos de casamento com sua amada Lindalva. Uma das uniões mais longevas que conheço na capital rondoniense *** Com as vendas em baixa algumas casas de construção estão lançando promoções interessantes. Fiquem de olho.
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