O clima eleitoral começa a esquentar em Rondônia e aguardam-se os debates entre os governadoráveis
Foto: Divulgação
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A crise do Master serviu para mostrar aos brasileiros que seus ídolos políticos estão fortemente comprometidos com interesses bancários. É o setor que controla a vida nacional e mais ganha, tendo como únicos inimigos reais a legislação, para a qual sempre arranjam um jeitinho de driblar, e a burocracia, que precisa se adequar à conjuntura para evitar o agravamento dos problemas.
Acima dos mexericos políticos, que manipulados pela Inteligência Artificial se aproveitam da desinformação geral para enganar multidões, vale mais observar o que acontece com a economia real. Nela, observam-se multidões de endividados, que ao se encalacrar em juros também favorecem os interesses bancários. No mais, bagunça nas instituições e multidões com problemas é caldo de cultura que favorece as oposições. Só que ao chegar ao poder elas repetem os governistas de antes, igualmente às voltas com banqueiros, legislação e burocracia.
Enquanto isso, a economia real, que consiste no trabalho dos brasileiros, vai avançando como pode. Uma conquista importante foi o Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia, que depois de muita discussão finalmente saiu do papel. É uma iniciativa que merece adesão, apoio e ação, ao projetar ganhos por meio da utilização sustentável dos recursos naturais com foco em tecnologia, inclusão social e geração de renda. Tem potencial para arrancar o Brasil do atraso, vencendo os mexericos políticos.
Com o clima eleitoral começando a esquentar em Rondônia, aguardam-se os debates entre os governadoraveis. Temos candidatos loquazes, como Marcos Rogério, que nocauteou o governador Marcos Rocha nos confrontos do pleito passado, o ex-prefeito Hildon Chaves, igualmente bom de gogó e Pedro Adib. Não se sabe ainda o potencial dos candidatos Adailton Fúria (PSD) e Expedito Neto (PT) nos embates, mas o postulante do PSB Samuel Costa já prepara suas baterias contra os adversários, principalmente os nomes bolsonaristas, já que ele se considera esquerda raiz. Não se tem dúvidas que o candidato a ser mais atacado será Marcos Rogério. Nos bastidores já é possível auscultar esta condição.
Em política, como o prezado cara-pálida que acompanha estas mal traçadas linhas sabe, não se chuta cachorro morto, tampouco se acende vela para defunto ruim. Nesta largada pela conquista ao Palácio Rio Madeira, sede do governo de Rondônia, o senador Marcos Rogério (PL), favorito ao pódio, é o candidato que mais está levando bordoadas dos adversários. É acusado de omissão no caso do pedágio e agora também pelo elevado preço da energia em Rondônia, já que votou a favor da privatização da Eletrobrás. Também estão botando na sua conta fracassos na luta contra os brutais valores das passagens aéreas, etc, etc.
Em busca pela polarização na eleição ao CPA Rio Madeira, o ex-prefeito de Cacoal Adailton Fúria (PSD) faz a sua maior investida em Porto Velho, município que detém dois terços do eleitorado rondoniense. Seja largando o pau no líder das pesquisas Marcos Rogério, ou se antecipando aos concorrentes e já visitando os eleitores nas principais avenidas da capital em busca de visibilidade, como ocorreu no início de semana, escoltado pelo ex-deputado estadual Everton Leoni, seu candidato a vice e que foi pata de coelho na primeira eleição do governador Ivo Cassol.
Fúria que é acusado pela concorrência de disputar o governo de Rondônia com um puxadinho do PT, também leva chumbo dos concorrentes. Ele é acusado de pilotar uma candidatura alternativa do presidente Lula em Rondônia, o que arrepia o eleitorado conservador. Nas suas primeiras incursões na capital Fúria evitou disparar misseis contra o ex-prefeito Hildon Chaves. Também não fala nadica de nada contra o candidato do PT Expedito Neto. Sua artilharia está sendo restrita ao ex-senador Marcos Rogério que evita confusão para se mostrar mais equilibrado e bonzinho ao contrário a imagem de impiedoso projetada no pleito passado quando foi considerado arrogante.
Inegavelmente o ex-prefeito de Cacoal Fúria está com um bom jogo de estratégia. Se conseguir polarizar com Marcos Rogério ele afasta da briga direta pelas duas previsíveis vagas ao segundo turno, o ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves. A polarização com Rogério já existe no interior e por conta disto Fúria está levando chumbo no seu próprio domicilio eleitoral, Cacoal, onde o vice-prefeito que assumiu a titularidade Tony Pablo está fazendo sua caveira perante o eleitorado. E se desconfia que por trás de Pablo esteja o dedinho de Marcos Rogério. Por isto o confronto entre os dois tende a ganhar mais proporções mesmo ante das convenções partidárias de julho.
*** Passam os anos e três décadas depois da chacina de Corumbiara no sul do estado, Rondônia segue como um dos estados onde mais se concentram os conflitos agrários no País. Os outros estados violentos no campo são o Pará, Maranhão e Bahia *** Rondônia também padece cm índices elevados de feminicidios no campo numa situação que só tem se agravado nos últimos anos *** O ex-prefeito de Porto Velho Mauro Nazif já está em campo nas buscas de uma cadeira a Assembleia Legislativa do estado. Tem um histórico de eficiência e probidade ***E vários ex-prefeitos estão de volta na peleja da ALE, entre eles Carlos Magno (Ouro Preto do Oeste).
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