De legislatura em legislatura, pelo menos três novos representantes locais se elegem a Assembleia Legislativa
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O Programa Desafios da Amazônia tem nome impactante, mas nem por isso inadequado. Sob qualquer aspecto que se observe, a floresta e seu entorno, as reservas subprotegidas e as cidades sem planejamento estão repletas de desafios, exatamente assim, no plural. Desenvolvido com recursos do Fundo Amazônia, o programa pretende estimular projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação para os complexos problemas de um conjunto que por si mesmo é uma espécie de Esfinge gritando “decifra-me ou te devoro”: as cadeias socioprodutivas.
Todo programa com grandes objetivos pode enganar os incautos, que a partir do seu lançamento já podem considerá-los conquistados, quando na verdade se trata só de um ponto de partida, com toda a caminhada ainda pela frente. Mas no caso do PDA, mesmo ainda não sendo nem de longe possível considerar os desafios propostos como já vencidos, é possível confiar em que será bem conduzido, já que está posto sob a coordenação da Iniciativa Amazônia+10, ligada ao Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa.
A confiança provém do foco dado a cinco desafios principais: cadeia do açaí, castanha e produtos florestais não madeireiros, cacau e restauração de ecossistemas, babaçu e economia das águas. Dispensável dizer que cada um tem respectivos subdesafios igualmente importantes a resolver.
Na história política de Rondônia as mulheres já tiveram uma governadora e uma senadora. A primeira govenadora foi a secretaria de Planejamento Janilene Melo, nomeada, substituindo por um curto período o então governador Jorge Teixeira de Oliveira (PDS) nos anos 80. Na época os governadores eram nomeados. Só a partir de 1986 Rondônia elegeria o primeiro governador pelo voto direto. Mas a primeira e única senadora eleita até hoje foi a professora Fatima Cleide, nos anos de ouro do Lulapetismo, na chamada onda Lula, a primeira ocorrida no estado.
Rondônia elegeu sua primeira deputada federal, a radialista Rita Isabel Furtada na primeira eleição em 1982. Era uma radialista de grande prestigio, a partir da Rádio Nacional de Brasília, com grande audiência na região amazônica. Ela também seria reeleita numa eleição seguinte e comandou durante anos as redes de televisão afiliadas da SBT e Bandeirantes em Rondônia com emissoras em todo o estado. Se tratando de deputadas estaduais, a Assembleia Legislativa não teve nenhuma parlamentar eleita na primeira legislatura. Foram 15 deputados do PDS e 9 do MDB. E nenhuma mulher eleita.
Até chegar aos dias de hoje, com o Poder Legislativo estadual com cinco parlamentares, o cenário político começaria a melhorar para a mulherada no pleito de 1986 com a eleição das deputadas Joselita Araújo (PDS-Ouro Preto do Oeste) e Odaísa Fernandes (PSDB -Porto Velho). Lembrando que Joselita Araújo, presente até os dias de hoje na política na região da Bacia Leiteira foi a grande campeã de votos em 1986. Delas, Odaisa Fernandes chegaria ao posto de vice-governadora em anos seguintes. Recentemente pendurou as chuteiras, deixando de disputar cargos eletivos.
Visando atender as necessidades de Porto Velho no escoamento das águas fluviais, o prefeito Leo Moraes (Podemos) espalha drenagem por toda a cidade já visando o próximo inverno amazônico, quando as chuvas torrenciais causam tantos problemas para a população. Pontos cruciais no tocante a drenagem na capital rondoniense já foram alvo de intervenção da secretaria de obras. Nos bairros, o asfaltamento de antigas invasões, como o do bairro Porto Cristo, é executado com a devida drenagem para não causar problemas posteriores para os moradores da região.
Já na contagem regressiva para o início das convenções partidárias em Rondônia, na esfera das eleições nacionais os eventos relativos as eleições presidenciais já estão em evidencia. O senador Flavio Bolsonaro (PL-RJ), considerado o principal candidato da oposição, já marcou para o dia 25 a convenção que vai homologar sua candidatura presidencial. Já, o presidente Luís Inácio Lula da Silva chutou para 2 de agosto a sua convenção. Em Rondônia ainda estão indefinidas as datas, mas os candidatos protagonistas, o senador Marcos Rogério, os ex-prefeitos Hildon Chaves de Porto Velho e Adailton Fúria de Cacoal, já estão em fase de preparativos.
Uma maldição assombra os presidentes da Assembleia Legislativa de Rondônia. Alguns presos, afastados, outros reincidentes e foragidos. Poucas legislaturas resistiram incólumes as tentações da prática de rachadinhas e a estratégia da contratação de funcionários fantasmas e licitações duvidosas. Eis que a atual legislatura acabou entrando na mesma tentação. Assim, como o Rio de Janeiro é campeão de governadores envolvidos em falcatruas, Rondônia divide o pódio com o Mato Grosso, com presidentes das suas Assembleias Legislativas enrolados com a justiça. As investigações seguem com muitos servidores fantasmas assombrando ainda a casa de leis. É coisa de louco!
Com os deputados estaduais da capital tão desgastados nesta legislatura e ainda mais com este recente escândalo de rachadinhas e de funcionários fantasmas, a maioria deles se tornam presas fáceis dos predadores (as) locais. Alguns vereadores, como Marcio Pacele, Elis Regina, a vice-prefeita Magna dos Anjos, o ex-secretário Paulo Moraes Junior. De legislatura em legislatura, pelo menos três novos representantes locais se elegem a Assembleia Legislativa. Nesta temporada a cota pode até aumentar devido o surgimento de novas lideranças. Teremos uma eleição bem concorrida em outubro com grande renovação nos quadros naquela casa de leis.
*** Se a saúde de Rondônia está em cacos, imagine a situação do estado do Amazonas. Embora detentora da força econômica da Zona Franca, a saúde dos amazonenses está em frangalhos com as cirurgias eletivas atrasadas as milhares *** Urrando no quesito de saneamento básico, o governo de Rondônia anuncia uma licitação internacional para a concessão dos serviços de água e esgoto beneficiando 40 municípios ***Caso a licitação seja bem sucedida estará quebrado definitivamente o monopólio dos serviços pela falida Caerd, a Companhia de Águas e Esgotos de Rondônia *** Os organismos rondoniense foram todos para o despenhadeiro: Beron, Ceron, Caerd e tantos outros.
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