A militância petista acredita que equilibrou a peleja e os bolsonaristas esperam aumentar a vantagem
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Setembro passou e o fim do mundo não veio. Se depender dos cuidados que o 3º Seminário e Encontro de Saberes Cosmopolíticas do Cuidado no Fim-do-Mundo recomendou, em meados de setembro, é possível que nunca venha. Realizado na Universidade Federal do Amazonas (Ufam), o seminário tratou do tema “Perspectivas Contracoloniais sobre Saúde e Cuidado na Amazônia”. A peça de resistência da promoção é o projeto-rede Cosmopolíticas, que não é simples de entender pelos povos que busca beneficiar, a julgar pela sua definição de objetivos, mas tem de fato um grande potencial para unir e transformar.
Seus objetivos são “investigar e promover práticas de cuidado pluriepistemológicas, dialogando com saberes não hegemônicos (“exorbitantes”) e tradicionais de populações indígenas, terreiros, trabalhadoras sexuais e grupos vulneráveis”. Foca gente humilde e lutadora, sobretudo organizar frentes temáticas a respeito de tudo que interesse a quem sofre com restrições financeiras.
Inspirado pelo conceito de cosmopolítica da filósofa Isabelle Stengers, segundo os organizadores, busca tencionar as fronteiras da modernidade e oferecer insumos práticos para transformar o SUS a partir de encontros de saberes. Por mais complicado que possa parecer, são ações que procuram melhorar a vida das pessoas necessitadas e, nesse caso, o linguajar científico não será obstáculo para a ampliação do projeto e seu desejável sucesso.
A poucos dias da eleição presidencial do segundo turno, prevista para o dia 25, domingo, os candidatos Lula (PT) a reeleição e o senador Flávio Bolsonaro (PL), além de participar finalmente de debates, intensificaram a mobilização das suas forças. Lula numa batalha de recuperação da derrota do primeiro turno, Flávio Bolsonaro visando assegurar a boa diferença cravada em 4 de outubro. A militância petista que foi as ruas, acredita que o presidente Lula equilibrou a peleja e tem grandes chances de obter uma virada no favorito, Flávio que liderou uma onda conservadora que tomou conta do País no primeiro turno espera aumentar a vantagem.
Com relação ao pleito em Rondônia, o único estado que garantiu a supremacia de Flavio Bolsonaro em todos os 52 municípios, a expectativa é de uma nova vitória marcante do bolsonarismo. Afinal, no estado, os conservadores emplacaram 22 deputados estaduais, todos os oito deputados da bancada federal e as duas vagas ao Senado em disputa. O deputado federal mais votado, Lucio Mosquini (PL) e o senador mais votado Fernando Máximo (PL) e o govenador eleito Marcos Rogério (PL) se beneficiaram da onda bolsonarista com verdadeiros recordes de votação. Em Rondônia a família bolsonaro fez barba, cabelo e bigode e deve repetir uma nova vitória de Flávio Bolsonaro na peleja presidencial.
Com uma vigorosa reação no País na batalha deste segundo turno, Lula embaralhou a eleição sinalizando para um pleito equilibrado neste domingo. Uma expressiva mobilização dos estudantes, professores, artistas de renome, sindicatos, dos movimentos negros, operários, quilombolas, etc. A necessidade faz o sapo pular e o risco de uma derrota para o bolsonarismo fizeram os partidos de esquerda e alinhados ao Planalto entrarem em campo com força. Naturalmente em alguns estados, o lulapetismo não terá condições de virar o jogo como são os casos dos estados do Sul, PR, SC e RGS. Tampouco em estados da Amazônia, como Rondônia e Acre onde igualmente o bolsonarismo é dominante. A expectativa de Lula é ampliar a base no Nordeste e equilibrar a parada em SP, RJ e MG.
Enquanto a classe política rondoniense acompanha com atenção os desdobramentos da eleição presidencial para o próximo domingo, na Câmara de Vereadores de Porto Velho, o legislativo mirim, elegeu como novo presidente da casa de leis o vereador Zé Paroca e no tocante a Assembleia Legislativa, os deputados estaduais estão costurando acordos para a eleição da nova mesa diretora. São considerados favoritos para o comando da casa de leis os deputados Alan Queiroz, Jean de Oliveira, Laerte Gomes e o próprio atual presidente do Legislativo estadual Alex Redano. As articulações apontam para uma chapa única para a próxima mesa diretora da próxima legislatura.
Na esfera estadual, começa a jornada da transição depois da nomeação pelo governador Marcos Rocha da equipe de transição reunindo assessores do governo atual e do próximo governo. A transição será comandada pelo deputado federal Lucio Mosquini (PL), o mais votado na história de Rondônia, com uma equipe técnica experiente em condições de bisbilhotar a fundo e avaliar a situação do governo rondoniense que está esticando o bico. O governo Marcos Rogério vai receber uma gestão que falhou muito em áreas essenciais como da saúde e segurança pública e tendo um cobertor curto no orçamento. Trocados em miúdos enfrentará dificuldades no seu primeiro ano de gestão.
Sem balas de prata para liquidar de vez o adversário, em meio de verdades, mentiras, de baixarias e perguntas sem respostas, o debate dos presidenciáveis da Rede Bandeirantes no domingo a noite foi na verdade um replay dos conteúdos dos últimos programas eleitorais dos candidatos Luis Inácio Lula a Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), replicando a prejudicial polarização que divide e atrasa o Brasil nos últimos anos. Teremos mais um debate, agora na Rede Globo, e ao invés de se discutir propostas exequíveis, a tendência que temos será uma repetição do embate travado na Rede Bandeirantes com troca de acusações exasperadas. Se a gente acreditar no que eles dizem, um do outro, não dá para votar em nenhum.
*** Vários partidos não cumpriram os requisitos mínimos da chamada cláusula de barreira e com isto estarão impedidos a partir de agora ao acesso dos recursos do fundo partidário e espaço no horário gratuito de rádio e TV *** A surpresa foi o PDT, um partido tradicional, mas legendas como o PSOL e a Rede estão incluídos no rol das legendas vítimas da onda conservadora que varreu o País no pleito de 4 de outubro *** A gestão do governador Marcos Rocha (PSD) encerra o mandato com problemas sérios de gestão e com contratos milionários sob investigação. Muitos secretários e ex-secretários enrolados.
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